7 de maio de 2026 · 2 min de leitura
O surf feminino em Portugal está numa década de ouro. Yolanda Hopkins duas vezes olímpica, em Tóquio e Paris 2024. Teresa Bonvalot no Championship Tour. Carolina Mendes a comentar mundiais. Joana Schenker campeã mundial de bodyboard. Mas o que mais conta é o que está por baixo: dezenas de escolas em Portugal a formar mulheres a surfar, do zero ao competitivo.
Em muitos países, o surf ainda é um clube fechado. Em Portugal, não. As praias são abertas, as escolas têm turmas mistas por defeito, e a maioria das escolas tem instrutoras na equipa. Não é uma quota — é normal. Para quem chega à primeira aula com nervosismo de "ser a única mulher", a realidade é geralmente metade da turma.
— Instrutoras na equipa — não é obrigatório, mas faz diferença para muitas alunas, sobretudo na primeira aula
— Aulas só para mulheres (algumas escolas oferecem) — para quem prefere ambiente exclusivo nas primeiras semanas
— Fatos e pranchas adequados — biomecânica importa: pranchas mais leves, fatos com cortes pensados para corpo feminino
— Linguagem inclusiva — nada de "vais ficar boazinha a surfar". Instrutores profissionais ensinam técnica, não género.
— Carcavelos — onda calma, areia plana, fácil acesso, comunidade feminina forte
— Costa da Caparica — múltiplos spots, rácios bons, escolas competitivas em qualidade
— Ericeira — ondas de qualidade, escolas com história, ambiente local
— Matosinhos — urbano, acessível, escolas a 100% no verão
O surf é um desporto que premeia consistência sobre força. O detalhe técnico vence sempre o esforço bruto. A primeira aula é só o início — o que acontece na segunda, na quinta, na vigésima é que define se vais surfar a vida toda ou se foi só uma experiência.
Em Surf Booking podes ver todas as escolas certificadas em Portugal. Filtra por zona, vê as condições do dia, e reserva online. Algumas escolas oferecem packs especiais para grupos de mulheres — pergunta na escola.