
Em Carcavelos há um clube que não ensina surf. O Pride Training Club é o segundo clube de bodyboard que a Pride abre em Portugal, e quem o lidera é o Hugo Macatrão, da Nazaré.
7 de setembro de 2026 · 7 min de leitura
Carcavelos é a praia mais conhecida da linha de Lisboa e, quase sempre, a primeira onde alguém de Lisboa entra no mar. Tem comboio à porta, um areal enorme e uma escola de surf a cada cem metros. Por isso vale a pena dizer já o que torna este clube diferente das outras: o Pride Training Club Carcavelos não ensina surf. Ensina bodyboard.
É o segundo clube que a Pride abre em Portugal — a marca de pranchas de bodyboard — e é isso que muda tudo o resto: o material, o treino, e a maneira como se começa.
Quem lidera o clube é o Hugo Macatrão, treinador e atleta. Nasceu e cresceu na Nazaré — e isso, num desporto de ondas, não é um detalhe biográfico. É onde se aprende a ler mar grande antes de se aprender a ter medo dele. A própria Pride descreve-o como alguém que está presente nas melhores sessões, o que é uma forma discreta de dizer que continua a ser praticante e não apenas treinador.
A escolha de método que o clube assume é proximidade: treino personalizado, com o treinador a acompanhar cada aluno em vez de dar uma aula ao grupo todo ao mesmo tempo. E há uma frase, na apresentação deles, que diz o objetivo melhor do que qualquer promessa de marketing — querem estar presentes no primeiro contacto entre os jovens e o desporto.
Há uma coisa que o bodyboard faz e o surf não: põe-te a andar numa onda no primeiro dia. Não há a fase de pôr-se de pé, que é onde a maior parte das pessoas passa as três primeiras aulas de surf a cair. Deitado na prancha, com pés-de-pato a dar-te propulsão, apanhas a onda e andas nela.
Isso não faz do bodyboard um desporto mais fácil — faz dele um desporto que devolve alguma coisa mais cedo. Quem chega ao mar aos oito ou aos dez anos, ou quem vem de terra adentro e nunca teve uma onda em cima, sente a diferença logo. O resto — a leitura do mar, a remada, a linha na parede da onda, o tubo — leva o mesmo tempo que leva em tudo.
O ano do clube parte-se em dois, e cada metade tem uma forma própria.
No verão, há aulas de segunda a sexta, com duas sessões por dia, além de outros formatos — é a altura do ATL de bodyboard, o programa de férias em que os miúdos passam o dia na praia em vez de o passarem a olhar para um ecrã.
No inverno, o clube muda de gente e de ritmo: passa a ter grupos de iniciação e grupos de avançados. É a época em que o mar em Portugal fica a sério, e em que se treina de facto.
A casa é Carcavelos. Mas quando o mar não funciona lá, o clube move-se: treina também na Costa da Caparica, no Guincho, na Praia Grande e na Ericeira.
Vale a pena perceber porquê, porque diz alguma coisa sobre o desporto. As ondas que fazem uma boa aula de surf para principiantes — pequenas, moles, a desfazer devagar — são exatamente as que não servem para bodyboard. O bodyboard quer o contrário: ondas com parede e força, do género que a Praia Grande e o Guincho dão quando o Atlântico entra. Ir buscar a onda certa a outra praia não é um extra; para este desporto, é o treino.
O Pride Training Club Carcavelos está na Surf Booking, na zona de Cascais, com a praia de Carcavelos como base. Vês o clube, o mar previsto para a praia e as aulas que ele tiver abertas — e quando reservares, a confirmação é imediata e o check-in faz-se por código no dia.